A L-lisina é um aminoácido essencial, ou seja, o corpo não produz sozinho e precisa vir da alimentação. Ela participa da formação de colágeno, da absorção de cálcio e da produção de carnitina, além de ser um dos aminoácidos mais estudados em relação à recorrência do herpes labial. Uma revisão científica mostrou que esse efeito parece existir de fato, mas só em doses relativamente altas (acima de 3g por dia), e a evidência ainda é considerada limitada.

Você provavelmente já ouviu falar da lisina associada ao herpes, mas ela vai além disso. Vamos ver pra que ela realmente serve, quais alimentos são boas fontes e o que vale saber antes de pensar em suplementar.

O que é a L-lisina

A lisina é um dos nove aminoácidos essenciais, o que significa que o corpo depende inteiramente da dieta pra obtê-la. Ela é abundante em alimentos de origem animal e também está presente em leguminosas, embora em menor quantidade.

Pra que serve a L-lisina

  • Formação de colágeno: a lisina participa da estrutura do colágeno, importante pra pele, cartilagem e cicatrização de feridas.
  • Absorção de cálcio: ajuda o corpo a absorver e reter cálcio, o que é relevante pra saúde óssea.
  • Produção de carnitina: a lisina é precursora da carnitina, envolvida no transporte de ácidos graxos pra dentro da mitocôndria, onde viram energia.
  • Suporte ao sistema imune: como parte da síntese de proteínas e enzimas, a lisina também contribui indiretamente pra resposta imunológica.
  • Herpes labial e genital: é o uso mais estudado da lisina isolada, detalhado a seguir.

Lisina e herpes: o que os estudos realmente mostram

Uma revisão de estudos publicada na revista Integrative Medicine avaliou o uso da lisina pra prevenção de surtos de herpes simples e encontrou que doses abaixo de 1g por dia têm evidência insuficiente pra fazer diferença. Já um pequeno ensaio duplo-cego controlado por placebo, citado na mesma revisão, sugere que doses acima de 3g por dia podem reduzir a taxa de recorrência e melhorar os sintomas relatados, com boa tolerância (Mailoo & Rampes, 2017). Os próprios autores pedem mais pesquisa antes de considerar isso uma recomendação fechada, mas é uma resposta bem mais específica do que o “ajuda contra o herpes” solto que costuma circular por aí.

Efeitos adversos e precauções

Em doses usuais de suplementação, os efeitos colaterais mais comuns são desconforto gástrico leve. Pessoas com problemas renais ou hepáticos devem ter atenção redobrada e conversar com um profissional antes de suplementar, já que o excesso de aminoácidos isolados passa pelo fígado e pelos rins pra ser metabolizado.

Alimentos ricos em lisina

Os valores abaixo são aproximados (variam conforme corte, preparo e tabela de composição usada como referência), mas dão uma boa noção de onde encontrar mais lisina na dieta:

Alimento (100g)Lisina aproximada
Queijo parmesão2.700 a 3.000mg
Peito de frango cozido2.100 a 2.500mg
Carne bovina magra1.800 a 2.000mg
Atum ou salmão1.700 a 2.000mg
Ovo inteiro850 a 950mg
Feijão ou lentilha cozidos650 a 750mg
Quinoa cozida500 a 600mg
Leite integral250 a 280mg

Deficiência de lisina

A deficiência é mais comum em dietas muito restritas em proteína animal e leguminosas, já que os grãos em geral (arroz, trigo) são naturalmente pobres em lisina. Os sinais incluem fadiga, queda de apetite e maior suscetibilidade a infecções, mas costuma ser revertida facilmente ajustando a alimentação.

Como tomar o suplemento

A dosagem usada em estudos com foco em herpes gira em torno de 1 a 3g por dia, mas o ideal é sempre ajustar com orientação de um nutricionista ou médico, considerando peso, objetivo e histórico de saúde.

Perguntas frequentes sobre a L-lisina

L-lisina engorda?

Não diretamente. Como qualquer aminoácido, o excesso que o corpo não usa pode ser convertido em energia, mas nas doses usuais de suplementação isso não é significativo a ponto de causar ganho de peso.

Lisina ajuda mesmo no herpes labial?

Existe evidência de que doses acima de 3g por dia podem reduzir a recorrência, mas a evidência ainda é considerada limitada pelos próprios pesquisadores. Vale como opção a discutir com um profissional, não como cura garantida.

Posso tomar lisina todos os dias?

Em doses normais, sim, mas o ideal é ter acompanhamento profissional, principalmente se o uso for prolongado ou em dose mais alta.

Quem não deve suplementar lisina?

Pessoas com problemas renais ou hepáticos devem ter cuidado redobrado e só suplementar com orientação médica, já que o excesso de aminoácidos passa pelo fígado e pelos rins.

Na maioria dos casos, uma dieta com boa quantidade de proteína animal ou leguminosas já garante a lisina que você precisa. Suplementar isolado faz mais sentido em situações específicas, como no caso do herpes recorrente, sempre com orientação profissional.

Abraços e bons treinos!

  • MAILOO, V. J.; RAMPES, S. Lysine for Herpes Simplex Prophylaxis: A Review of the Evidence. Integrative Medicine (Encinitas), 16(3):42-46, 2017. Ver estudo
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3 Comentários

  1. Neli De Napoli Lunardi em

    Por ordem médica estou tomando Fortfit 1x ao dia.sou diabética e i de artrite. Esse suplemento pode me trazer benefícios? Grata.

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