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A diabetes é uma patologia que atinge uma grande camada da população. Neste sentido, é muito importante para os portadores da mesma, procurarem soluções para minimizar os efeitos.

Entre os grandes aliados, está a musculação. A musculação para diabéticos auxilia no processo de minimização dos processos patológicos.

Mas para que isso fique evidente, é importante entender os mecanismos da diabetes.

Entenda o que é realmente a diabetes e como a musculação pode te ajudar

Temos 2 tipos de diabetes: tipo I e II. As diferenças são estas:

  • Diabetes tipo I:

Ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente e as células entram em um processo de autodestruição.

Geralmente “aparece” na infância e adolescência. Os portadores precisam de aplicações diárias de insulina. É menos frequente e atinge apenas 10% da população que possui a patologia.

  • Diabetes Tipo II:

O organismo desenvolve uma resistência a insulina, fazendo com que a absorção de glicose por parte das células.

De forma resumida, na diabete tipo II, devido a resistência a insulina, as células tem dificuldades em absorvê-la.

Lembrando que a insulina é responsável pela entrada da glicose nas células.

Como a musculação pode ajudar quem possui diabetes?

No geral, a musculação ajuda e muito, quem possui diabetes tipo II. Não que a tipo I não tenha benefícios. Mas os maiores, estão no tipo II.

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Primeiramente, a principal razão para um diabético fazer musculação, reside no peso.

Devido a problemas de absorção, é comum que os diabéticos tenham problemas na manutenção do peso. Por isso, a musculação é uma alternativa para esta finalidade.

Porém, a grande vantagem em relação ao treinamento resistido, é o controle glicêmico. Vamos à explicação:

– A musculação usa, prioritariamente, glicose como fonte energética.

Desta forma, de maneira aguda, a musculação ajuda a reduzir os níveis de glicose circulante.

Se o treino for constante, teremos uma redução crônica, caso a dieta esteja adequada.

– Além disso, o treinamento resistido ainda tem um outro efeito: redução dos níveis de insulina de forma aguda e aumento na fase pós-exercício.

Além disso, existe um equilíbrio entre glucagon e insulina durante a prática.

– De modo agudo e posteriormente crônico, há uma regulação mais acentuada dos níveis hormonais e consequentemente, da absorção por parte das células.

De forma geral, os benefícios da musculação para portadores de diabetes são profundos.

Em longo prazo, é possível, por exemplo, que alguns casos de pessoas insulinodependentes, passem a ter aplicações do hormônio cada vez mais esporádicos.

Naturalmente que existem milhares de outras variáveis, como a dieta, a genética, idade e estilo de vida. Mas de forma geral, a musculação é uma ótima aliada para quem possui diabetes.

Além disso, segundo orientação da Sociedade Brasileira de Diabetes, o ideal é mesclar exercícios resistidos com os aeróbicos, para fins de otimizar os efeitos agudos e crônicos.

Em um estudo de Moro (2012) foi possível verificar um controle da glicemia de diabéticos, após a utilização de exercícios aeróbicos e resistidos.

Neste vídeo, que usei em um programa de treinamento para profissionais de educação física, eu mostrei como o treinamento para diabéticos deve ser feito:

Aula 21- Exercício físico para portadores de diabetes

Como deve ser o treino de musculação para diabéticos?

Primeiramente, o foco deve ser na melhora dos componentes metabólicos. Assim, toda a lógica de treinamento deve ser feita em torno disso.

Além do mais, é muito importante trabalhar também com implementação de exercícios aeróbicos.

Falando em termos metodológicos, é interessante começar com cargas intermediárias (entre 60 e 70% de 1 RM) para a construção de uma base de condicionamento físico.

Além disso, é importante que no primeiro momento, o foco seja no condicionamento geral.

Treinos full body são uma excelente forma de trabalho. Lembre-se que o foco é a otimização do consumo energético.

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+ Treino Full body (corpo todo), vale a pena fazer? E como utilizar corretamente?
Em termos de exercícios, priorize movimentos funcionais e principalmente, multiarticulares. Primeiramente, pelos benefícios óbvios para a qualidade física.

Segundo, porque os movimentos multiarticulares tem uma tendência a gasto energético maior, o que faz com que as adaptações sejam mais intensas.

Porém, precisamos de alguns cuidados. Pode ser que durante a prática, hajam crises de hipoglicemia, devido ao gasto calórico mais elevado.

Por isso, o volume e intensidade, principalmente nos primeiros meses, devem ser fortemente controlado.

No geral, também devemos trabalhar com aumento progressivo da carga e da intensidade, já que em níveis mais elevados, os benefícios são ainda maiores.

No mais, é fundamental que haja acompanhamento médico e exames constantes, bem como a adequação da dieta. Sem isso, o exercício físico não será muito útil.

Sempre treine com a orientação de um bom profissional!

Bons treinos!

Referências:
SBD, Atividades físicas e diabetes, posicionamento oficial. 2015.
MORO, A.R. P. Efeito do treinamento combinado e aeróbio no controle glicêmico no diabetes tipo 2. Fisioter Mov. 2012.

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CREF: 22643-G/SC Profissional de educação física apaixonado pelo desenvolvimento humano. Atuo como produtor de conteúdo, personal trainer e com consultoria online.

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