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Remada curvada – Saiba porque deve estar presente em seu treino – Veja a execução correta

A remada curvada é um movimento muito usado no treino de dorsais. Neste artigo completo, você saberá tudo o que precisa saber sobre este exercício!

Remada curvada

Alguns exercícios são bastante utilizados para o treino de hipertrofia, mas muita gente não se pergunta o porquê desta utilização. Com isso, muitas vezes temos exercícios que são supervalorizados e outros que poderiam ser mais bem utilizados. Apesar de ser bastante utilizada em treinos de hipertrofia, muitas vezes a remada curvada é deixada de lado.

Por ser um exercício feito com peso livre, muitas pessoas têm dificuldade em manter uma execução correta. Da mesma maneira, muitas pessoas não conseguem uma boa execução por problemas de falta de flexibilidade.

Por isso, para utilizar adequadamente a remada curvada, é preciso estar atento a alguns pontos. Além disso, você enquanto executante, pode ter uma melhor noção de alguns aspectos, que a primeira vista, podem parecer mais técnicos.

Este é um exercício muito importante para quem busca a hipertrofia dos músculos dorsais, mas que precisa ser bem executado, para que a coluna não seja sobrecarregada. Vamos então a análise e a execução da remada curvada!

Remada curvada, análise e execução

Basicamente, a remada curvada é um exercício multi articular, pois envolve uma extensão de ombro e uma flexão de cotovelo. Desta maneira, temos vários músculos envolvidos neste movimento, o que torna o exercício muito mais eficiente para termos de hipertrofia.

O movimento de extensão de ombro é realizado em grande parte pelo músculo latíssimo do dorso (grande dorsal). Além disso, como a remada curvada atua diretamente em duas articulações, além da flexão de quadril, temos a ação direta de vários músculos.

Com o movimento das escápulas, ativamos o trapézio, que vai fazer elas aduzirem, além do trabalho de romboides. Outra musculatura bastante ativada é a de bíceps braquial e braquial, graças a flexão de cotovelo.

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Além disso, a porção posterior do deltoide também é bastante ativada, devido a extensão da articulação gleno-umeral.

Já no que se refere a execução, o ideal é realizá-la com o quadril flexionado e as pernas levemente flexionadas. Mas este leve flexionado é bastante subjetivo, não é?

No que se refere a flexão de quadril, que projetará o tronco para frente, no geral, usamos uma angulação entre 40 e 60 graus.

Desta maneira, teremos a posição ideal para que o trabalho muscular seja realizado pelos músculos alvo do movimento. Uma angulação menor que isso, acaba solicitando mais fortemente outros grupos musculares sinergistas. Uma angulação maior, pode trazer uma sobrecarga desnecessária a coluna vertebral.

Leia também: 6 dicas para deixar seu treino de dorsais muito mais eficiente

Desta maneira, toda a musculatura da região posterior da perna (isquiotibiais e glúteos) são ativadas estaticamente, bem como toda a musculatura lombar. Por isso, é muito comum vermos pessoas relatando que os músculos lombares doem ou que o mesmo acontece com os isquiotibiais. Por isso, este não é um exercício muito indicado para iniciantes. Isso, por que é preciso um bom desenvolvimento muscular e resistência, destas musculaturas sinergistas.

No vídeo abaixo você pode conferir a a execução correta da remada curvada feita pelo professor Mateus Cruz:

Na execução da remada curvada, há um elemento muito importante: a posição da coluna vertebral.

Coluna vertebral durante a execução da remada curvada

A coluna precisa estar com suas curvaturas mantidas, sempre!

É muito importante cuidar para não executar a remada curvada com a região lombar ereta e nem direcionada para “fora”. A curvatura natural da porção lombar de nossa coluna é uma lordose e esta deve ser mantida durante a execução. Isso vai fazer com que a carga gravitacional do movimento, seja dissipada da melhor maneira, entre as vértebras. Com isso, temos uma sobrecarga muito menor sobre os discos intervertebrais.

Grande parte dos problemas de coluna oriundos da musculação, são resultado de exercícios executados de maneira errada, sem levar em conta as curvaturas da coluna. No caso específico da remada curvada, é muito comum vermos pessoas com pouca flexibilidade, que não conseguem manter a flexão de quadril de uma forma segura. Com isso, acabam não conseguindo manter as curvaturas da coluna vertebral.

Assim, com as pernas levemente flexionadas e a coluna estabilizada, você deve segurar a barra com as mãos (supinadas ou pronadas) e puxar a barra até a região do abdômen.

Remada curvada pegada pronada
Terry Crews executando a remada curvada com a pegada pronada

Detalhes que trarão mais resultados para a utilização da remada curvada

No final da fase excêntrica (descida), é muito importante utilizar uma extensão quase completa do cotovelo, para que seja possível obter uma grande amplitude de movimento. Perceba um ponto aqui. Eu escrevi quase completa. É muito importante que você não estenda completamente os cotovelos. A extensão completa do cotovelo causa um ponto de descanso e faz com que percamos um pouco de efetividade no movimento.

 Além disso, os músculos estabilizadores precisam estar estáticos (estender o quadril, por exemplo, joga uma grande sobrecarga sobre a coluna vertebral). Caso haja movimento em algum deles, teremos menos eficiência na solicitação muscular como um todo.

Mas tudo isso, só terá um bom resultado, se trabalharmos adequadamente com o movimento escapular. É fundamental, que as escapulas participem diretamente do movimento. Na fase excêntrica, quando a barra “desce”, as escapulas devem ser abduzidas juntamente com o movimento de ombros. Da mesma maneira, na fase concêntrica, na puxada, as escapulas devem ser aduzidas.

É importante, no final do movimento, que as escapulas estejam o mais próximo possível, de preferência, encostando uma na outra. Isso vai fazer com que os músculos dorsais, mais especificamente o trapézio e o latíssimo do dorso, sejam mais solicitados. Além disso, você terá menos chances de lesão, ao realizar o movimento desta maneira.

No vídeo abaixo você pode conferir a a execução correta da remada curvada feita pelo professor Mateus Cruz:

Remada curvada com barra reta, barra W ou halteres?

Esta é uma dúvida muito comum e que em dados momentos, faz diferença. A utilização da barra reta, em relação a barra W, por exemplo, modifica alguns pontos do estimulo. A utilização dos halteres, mais ainda.

Barra reta

Com a barra reta, conseguimos manter tanto a pegada pronada, quanto a supinada. Na pegada supinada, temos uma solicitação muscular mais acentuada para os músculos flexores do punho. Além disso, dada a posição do cotovelo, o bíceps braquial e o braquial, acabam sendo mais solicitados.

Esta é uma variação mais interessante para quem busca uma melhor integração entre dorsais e bíceps. Por isso, é muito comum usar a remada curvada com este posicionamento dos punhos, em treinos de dorsais e bíceps.

Outra possibilidade da remada curvada com barra reta, é a pegada pronada. Neste caso, os músculos mais solicitados no antebraço, são os extensores. Teremos um pouco menos de solicitação do bíceps (de forma dinâmica) e poderemos ter um maior enfoque nos músculos dorsais.

Barra W

No caso da barra W, ela é usada, na grande maioria dos casos, para a pegada supinada (mãos apontando para cima). Neste caso, a única alteração considerável, é em relação ao posicionamento do cotovelo. Como o punho fica em um ângulo diferente do que acontece na barra reta, temos uma divisão da solicitação muscular do antebraço. Além disso, há um estimulo mais acentuado para o bíceps braquial.

Curvada com halteres

No caso da remada curvada com halteres, temos diferentes possibilidades. Por ser um exercício com cadeia cinética aberta, podemos usar cada uma das pegadas acima mencionadas. Mas a maior diferença na utilização dos halteres na remada curvada é mesmo na questão da estabilização do movimento. Pelo fato de que os braços estão cada um com um halter, eles precisam de uma maior estabilização para que o movimento possa ocorrer adequadamente.

Além disso, como o movimento é uma puxada, com os halteres conseguimos uma amplitude um pouco maior do que com a barra (que se limita a região do tronco).

Com isso, a remada curvada com halteres é uma possibilidade muito interessante para otimizar o estimulo muscular.

Cada uma destas variações aqui apresentadas, tem vantagens e desvantagens. O que vai fazer, de fato, a diferença, é a utilização delas no contexto mais adequado. Por isso, é muito importante que você tenha seu treino com o acompanhamento de um bom profissional.

Veja agora as vantagens de utilizar a remada curvada em seu treino!

Remada curvada, por que usar em meu treino?

Se o seu objetivo é a hipertrofia, a remada curvada é muito importante para potencializar este processo. Um dos fatores que sustentam esta colocação, é que o treino de dorsais, muitas vezes, não tem a utilização de pesos livres. Pelo fato de envolver uma puxada, é mais complexo usar este tipo de carga. Por isso, a remada curvada, bem como suas variações, é bem interessante neste sentido.

Quem não apresenta instabilidade na região lombar e nem restrições articulares, pode usar este exercício de maneira segura, desde que bem executado. Porém, pessoas que tem instabilidade na região lombar, encurtamentos severos de isquiotibiais e glúteos ou que não tem uma consciência corporal mínima, devem optar primeiramente por outros movimentos. Depois disso, com um trabalho que envolva educativos e melhora dos itens citados, é que podemos utilizar a remada curvada sem maiores problemas.

Veja agora algumas vantagens da utilização da remada curvada em seu treino!

1- Pesos livres

Primeiramente, a remada curvada é um dos melhores exercícios para dorsais utilizando peso livre. Como já mencionamos anteriormente, seu treino de hipertrofia precisa ter exercícios feitos com peso livre, para que seja possível atingir intensidades mais elevadas. 

Muita gente treina dorsais apenas com aparelhos, o que pode prejudicar seu desenvolvimento futuro, pois estruturas estabilizadoras deixam de serem trabalhadas.

2- Trabalho muscular acentuado

Além disso, a remada curvada ainda atua diretamente sobre a região do Core (lombar e abdominal). Mesmo que de maneira estática, o treinamento desta estrutura é fundamental para a prevenção de lesões e melhora da mecânica de movimento. Ou seja, você estará envolvendo dois benefícios em um mesmo exercício. Desta maneira, a remada curvada aumenta em muito, os elementos funcionais do corpo. Pelo fortalecimento de toda a porção posterior do tronco, seja de forma dinâmica ou estática, podemos obter melhoras consideráveis na funcionalidade.

3- Movimento multiarticular

Pessoas com uma boa percepção corporal podem trabalhar o bíceps também de maneira intensa, graças a grande amplitude da flexão de cotovelo.

Além disso, o fato de envolver múltiplas musculaturas, de grande potencial de torque, faz com que a questão calórica e metabólica no geral, seja otimizada com a utilização da remada curvada.

Isso vai aumentar as adaptações que seu corpo sofre com o treino e consequentemente a síntese proteica também.

Leia também: Principais erros da Remada Baixa

4- Possibilidade de grande amplitude de movimento

Por ser um movimento natural e com peso livre, a remada curvada traz consigo, uma possibilidade interessante de amplitude de movimento. Conseguimos, com a execução correta e a carga adequada, otimizar o estimulo em termos de amplitude de movimento.

Utilizar a remada curvada de maneira correta e inteligente em seu treino é fundamental para a boa qualidade de crescimento de seu dorso. A famosa “asa” que se forma com o desenvolvimento do latíssimo do dorso é resultado de exercícios como a remada curvada. Além disso, este tipo de exercício promove uma melhora substancial da funcionalidade. Motivos não faltam para incluí-la em seu treino, não é? Bons treinos!

Sobre Sandro Lenzi

Educador físico apaixonado pelo desenvolvimento humano. Atuo como produtor de conteúdo, personal trainer e com consultoria online.
CREF: 22643-G/SC

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