A remada articulada é um dos exercícios mais eficientes para desenvolver dorsais com carga elevada e controle técnico. Veja agora um guia completo sobre esse exercício.
Por ser realizada em máquina, permite melhor ajuste de vetor de força e foco na contração muscular. Isso torna a remada articulada na máquina uma excelente opção para intensificar o treino de costas.
Além do latíssimo do dorso, há forte participação do trapézio e dos romboides. Como ocorre flexão de cotovelo, o bíceps braquial também atua como sinergista, especialmente nas variações com pegada supinada.
Quando bem posicionada na periodização, a remada articulada ajuda a aumentar densidade e espessura dorsal, complementando os exercícios livres.
Nós do Treino Mestre utilizamos esse movimento como ferramenta estratégica para gerar alto estímulo com segurança.
Execução da remada articulada
Veja no vídeo a seguir como fazer a execução correta da remada articulada dentre suas principais variações.
A remada articulada é composta por uma série de movimentos integrados.
Para que sua execução esteja correta, precisamos destes movimentos na fase concêntrica:
1- Adução das escápulas (Ação de trapézio, romboides);
2- Extensão dos ombros ou abdução horizontal dos ombros (Latíssimo do dorso e trapézio);
3- Flexão dos cotovelos (bíceps braquial e braquial).
Naturalmente, há alguns outros músculos envolvidos, mas estes são os principais.
De forma geral, o movimento deve ser o seguinte:
Inicie aduzindo as escápulas (aproximando-as).
Comece o movimento de remada, junto com o de flexão dos cotovelos.
Perceba, que no vídeo, a máquina articulada é diferente de algumas, mais convencionais.
Neste caso, o movimento é uma abdução de ombros. Muitas máquinas, tem a pegada mais “fechada” e com isso, o movimento é uma extensão de ombros. Veja esta variação, na imagem abaixo:
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Variações da remada articulada e ação muscular
As variações da remada articulada, no geral, estão ligadas a ação do bíceps braquial e do latíssimo do dorso.
A primeira variação, já mostrei acima, que é a de realizar o movimento com os cotovelos mais “altos” ou então, com os cotovelos mais próximos do corpo.
Isso muda bastante a ação muscular. Na primeira versão, com os cotovelos mais altos, teremos uma ação mais intensa do trapézio, principalmente na porção inferior. Também temos uma ação intensa da porção posterior do trapézio.
Já quando realizamos o trabalho com os cotovelos mais próximos ao tronco, temos um movimento de extensão dos ombros. Isso faz com que o latíssimo do dorso seja mais solicitado.
Temos ainda as variações de pegadas.
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Músculos trabalhados
Além de trabalhar os músculos do latíssimo do dorso, romboides, redondo maior e menor e posterior de deltoides, as variações na pegada tem ainda solicitações mais intensa nas porções do bíceps. Veja abaixo.
Pegada pronada

Já na pegada pronada, temos uma solicitação um pouco menor do bíceps e maior dos extensores do punho.
Remada articulada com pegada supinada

Por exemplo, na pegada supinada, com a palma das mãos apontadas para cima, temos uma ação mais intensa do bíceps e do braquial. Os flexores do punho também ajudam no movimento.
Remada articulada com pegada neutra

Na variação com pegada neutra, trabalhamos mais com a porção longa do bíceps.
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Como usar a remada articulada no treino
A remada articulada é feita em máquina, com trajetória guiada. Isso reduz a necessidade de estabilização e permite usar mais carga que nas remadas com peso livre.
Por ser mais estável, normalmente encaixamos a remada articulada na máquina na segunda parte do treino de costas. A lógica é clara: comece pelos exercícios mais complexos (ex: remada curvada) e, com a fadiga, utilize os movimentos guiados para manter intensidade.
Exceção: se o foco for ganho de força ou progressão de carga controlada, ela pode entrar no início do treino.
O ponto principal é estratégico: carga maior não significa superioridade, mas sim função diferente dentro da periodização.
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Quando usar as variações da remada articulada
As variações da remada articulada mudam o foco muscular.
- Cotovelos mais altos: maior ativação de trapézio e região média das costas. Útil para postura e densidade dorsal.
- Pegada mais fechada: maior ênfase no latíssimo do dorso, favorecendo o visual em “V”.
- Pegada supinada: aumenta participação do bíceps, interessante para quem treina costas com bíceps no mesmo dia.
- Execução unilateral: melhora equilíbrio muscular e controle escapular.
Tudo depende do objetivo e da fase do treino. Nós do Treino Mestre sempre reforçamos: a escolha da variação precisa seguir sua estratégia, não moda.
Bons treinos.



