O tríceps francês é uma variação bastante eficiente para o trabalho da porção posterior do braço. Apesar de ser um movimento relativamente simples, alguns detalhes técnicos fazem com que ele seja muito mais produtivo

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Quando falamos em hipertrofia, não basta apenas aumentar a carga. É preciso oferecer ao músculo diferentes estímulos tensionais e variar ângulos de trabalho. A mudança na posição dos braços altera a mecânica do exercício e pode modificar a forma como o tríceps é recrutado, especialmente sua cabeça longa.

Por isso, independentemente do objetivo — força, volume ou definição — o treino deve envolver variações inteligentes de movimento.

Nesse contexto, o tríceps francês se destaca. Embora o gesto articular seja a extensão de cotovelo, como em outros exercícios para tríceps, a posição dos ombros acima da linha do corpo gera um estímulo diferente.

Mas antes de falarmos em variações e estratégias para potencializar os resultados, vamos ao mais importante: a execução correta

Basicamente, o tríceps francês é um movimento uniarticular, com participação estática dos músculos do ombro e do tronco.

O movimento articular é uma extensão de cotovelo, que tem como motor primário, o complexo muscular do tríceps. Neste movimento, temos a solicitação das 3 cabeças do tríceps (média, curta e longa).

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Músculos solicitados

O tríceps braquial é o principal motor do exercício, com ênfase maior na cabeça longa devido à posição dos braços acima da cabeça.
Também há participação estabilizadora do deltóide anterior, trapézio (estabilidade escapular) e músculos do core para manter a postura.

Como fazer passo a passo

  1. Posicionamento inicial
    Sente-se em um banco com encosto, mantendo a coluna totalmente apoiada. Pés firmes no chão e abdômen levemente contraído.
  2. Empunhadura
    Segure um halter com as duas mãos (pegada neutra, apoiando na parte interna da anilha) ou utilize barra EZ. Eleve o peso acima da cabeça com os cotovelos estendidos.
  3. Alinhamento dos cotovelos
    Mantenha os cotovelos apontados para frente, próximos à linha das orelhas. Evite deixá-los abrir lateralmente.
  4. Fase excêntrica (descida)
    Flexione os cotovelos lentamente, descendo o peso atrás da cabeça. O movimento ocorre apenas na articulação do cotovelo.
    Controle total da carga.
  5. Amplitude
    Desça até sentir alongamento do tríceps, sem perder a postura ou arquear excessivamente a lombar.
  6. Fase concêntrica (subida)
    Estenda os cotovelos de forma controlada até retornar à posição inicial, sem “travar” bruscamente a articulação.
  7. Controle corporal
    Mantenha o abdômen contraído e as escápulas estáveis durante todo o movimento.
    Evite compensações com balanço do tronco.

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Ainda existem algumas variações do tríceps com halteres, veja abaixo quais são e sua execução correta.

Tríceps Francês com halteres em pé unilateral

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Músculos solicitados

O tríceps braquial é o principal responsável pelo movimento, com forte ativação da cabeça longa devido à elevação do braço acima da cabeça.
Há também atuação estabilizadora do deltóide anterior, músculos do manguito rotador e do core para manter alinhamento do tronco.

Como fazer passo a passo

  1. Posicionamento inicial
    Fique em pé, com os pés na largura dos ombros e joelhos levemente flexionados. Abdômen contraído e coluna neutra.
  2. Elevação do halter
    Segure um halter com uma das mãos e eleve o braço até que o peso fique acima da cabeça, com o cotovelo estendido.
  3. Alinhamento do braço
    Mantenha o braço próximo à orelha, evitando que ele se projete para frente ou abra lateralmente.
  4. Fase excêntrica (descida)
    Flexione o cotovelo lentamente, levando o halter para trás da cabeça.
    O braço deve permanecer relativamente fixo; apenas o cotovelo se movimenta.
  5. Amplitude adequada
    Desça até sentir bom alongamento do tríceps, sem perder estabilidade do ombro ou arquear a lombar.
  6. Fase concêntrica (subida)
    Estenda o cotovelo de forma controlada até retornar à posição inicial, focando na contração do tríceps.
  7. Controle postural
    Evite inclinar o tronco ou compensar com balanço do corpo.
    Se necessário, reduza a carga para manter técnica adequada.

Tríceps Francês na polia (corda) – Simultâneo e unilateral

Tríceps Francês corda (polia): Variações e como fazer e ter mais resultados!

Músculos solicitados

O tríceps braquial é o principal motor do exercício, com destaque para a cabeça longa devido à posição elevada dos braços.
Há também atuação estabilizadora do deltóide anterior, trapézio (estabilidade escapular) e musculatura do core para manter alinhamento.

Execução correta (simultâneo – duas mãos)

  1. Ajuste da polia
    Posicione a polia na altura mais baixa. Conecte a corda e fique de costas para a torre.
  2. Posicionamento inicial
    Segure as pontas da corda e dê um passo à frente para criar tensão no cabo. Eleve os braços acima da cabeça, com os cotovelos flexionados.
  3. Alinhamento corporal
    Mantenha abdômen contraído, coluna neutra e cotovelos apontando para frente, próximos à cabeça.
  4. Fase concêntrica (extensão)
    Estenda os cotovelos empurrando a corda para cima e levemente à frente, até quase estender totalmente os braços.
  5. Fase excêntrica (retorno)
    Retorne lentamente à posição inicial, controlando a carga e mantendo os cotovelos fixos.
  6. Controle técnico
    Evite abrir excessivamente os cotovelos ou compensar com inclinação do tronco.

Tríceps francês na polia com corda (unilateral)

Músculos solicitados

Tríceps braquial (ênfase na cabeça longa), com participação estabilizadora do deltóide anterior, manguito rotador e core para controle postural.

Execução correta passo a passo

  1. Ajuste da polia
    Polia na posição mais baixa. Segure uma das extremidades da corda com apenas uma mão.
  2. Posicionamento inicial
    Fique de costas para a torre ou levemente lateralizado. Eleve o braço acima da cabeça com o cotovelo flexionado.
  3. Estabilidade do braço
    Mantenha o cotovelo apontado para frente, próximo à linha da orelha.
  4. Extensão do cotovelo
    Estenda o braço de forma controlada até quase completar o movimento.
  5. Retorno controlado
    Flexione o cotovelo lentamente, mantendo tensão constante no cabo.
  6. Evite compensações
    Não incline o tronco nem gire o ombro para “ajudar” na subida.
    Caso perca controle, reduza a carga.

Tríceps Francês com barra W

Músculos solicitados

O tríceps braquial é o principal responsável pelo movimento, com maior ênfase na cabeça longa devido à posição dos braços acima da cabeça.
Há participação estabilizadora do deltóide anterior, trapézio (estabilidade escapular) e musculatura do core para manter postura adequada.

Execução correta (passo a passo)

  1. Posicionamento inicial
    Pode ser realizado sentado com encosto ou em pé. Segure a barra W com pegada fechada, utilizando a angulação natural da barra para maior conforto dos punhos.
  2. Elevação da barra
    Eleve a barra acima da cabeça com os cotovelos estendidos e braços próximos às orelhas.
  3. Alinhamento dos cotovelos
    Mantenha os cotovelos apontados para frente, evitando que abram excessivamente para os lados.
  4. Fase excêntrica (descida)
    Flexione os cotovelos de forma controlada, descendo a barra atrás da cabeça.
    O movimento ocorre apenas na articulação do cotovelo.
  5. Amplitude adequada
    Desça até sentir bom alongamento do tríceps, sem perder a neutralidade da coluna ou forçar os ombros.
  6. Fase concêntrica (subida)
    Estenda os cotovelos retornando à posição inicial, contraindo o tríceps de forma consciente.
  7. Controle postural
    Evite arquear a lombar, projetar a cabeça para frente ou usar balanço corporal para completar a repetição.

Leia também: + 11 Melhores exercícios para seu treino de tríceps

Principais cuidados no tríceps francês

Independentemente da variação utilizada, alguns pontos são determinantes para segurança e eficiência do exercício.

  1. Controle da lombar
    Evite arquear excessivamente a coluna, principalmente nas versões em pé. Contraia o abdômen e mantenha postura neutra durante todo o movimento.
  2. Alinhamento dos cotovelos
    Não deixe os cotovelos abrirem lateralmente. Quanto mais estáveis e alinhados, maior a eficiência sobre o tríceps e menor o risco para o ombro.
  3. Carga adequada
    Peso excessivo compromete a técnica e aumenta a sobrecarga sobre o cotovelo. Prefira execução controlada a cargas exageradas.
  4. Amplitude segura
    Desça até sentir alongamento do tríceps, mas sem forçar a articulação do ombro. Mobilidade limitada exige ajuste de carga.
  5. Controle do ritmo
    Evite usar impulso. A fase excêntrica (descida) deve ser controlada. A execução rápida reduz tensão muscular e aumenta risco de lesão.
  6. Atenção ao cotovelo
    Desconfortos recorrentes podem indicar excesso de volume ou técnica inadequada. Ajuste carga, volume ou variação se necessário.
  7. Estabilidade escapular
    Ombros devem permanecer estáveis, evitando elevação excessiva ou anteriorização durante o movimento.

Dicas para otimizar os resultados

  1. Priorize boa amplitude com controle
    Trabalhar o tríceps em posição alongada pode aumentar o estímulo hipertrófico quando bem executado.
  2. Inclua variações no treino
    Alterne entre halteres, barra W e polia para mudar o padrão de resistência e estimular diferentes fibras.
  3. Use o tríceps francês após exercícios compostos
    Ele funciona muito bem como exercício complementar após supinos ou paralelas.
  4. Controle o tempo sob tensão
    Cadência de 2–3 segundos na descida tende a melhorar a qualidade do estímulo.
  5. Ajuste volume semanalmente
    Excesso de volume pode prejudicar a recuperação, especialmente por ser um músculo bastante recrutado em treinos de peito e ombro.
  6. Foque na conexão mente-músculo
    Concentre-se na extensão do cotovelo, evitando “empurrar” com o ombro.
  7. Respeite recuperação articular
    Se houver histórico de dor no cotovelo, reduza carga e priorize execução perfeita.

Sendo usado da forma correta e principalmente, com acompanhamento de um bom profissional, ele trará excelentes resultados. Bons treinos!

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2 Comentários

  1. Boa noite amigo!! Triceps frances com anilha de 20 Kg ou de 25 Kg tambem fica legal nao? Seria mais eficiente eu usar uma anilha vazada ou um halter? Ambis seriam com as duas maos segurando.

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