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Você faz aula de Step? Cuidado com as lesões

Uma modalidade de ginástica em grupo que teve muitos adeptos, principalmente nos anos 90 e início dos anos 2000. Hoje, com diversas variações, o Step ainda é muito forte em algumas regiões. Veja por que você precisa ter cuidado para não se lesionar nesta modalidade!

Uma modalidade de ginástica em grupo que teve muitos adeptos, principalmente nos anos 90 e início dos anos 2000. Hoje, com diversas variações, o Step ainda é muito forte em algumas regiões. Veja por que você precisa ter cuidado para não se lesionar nesta modalidade!

A aula de Step é bastante agitada, onde com este pequeno implemento, ao som de uma música agitada, as pessoas fazem movimentos, sequencias de saltos, passadas e agachamentos. Parece uma aula bastante interessante e animada. E é mesmo! Porém, diversos estudos relacionados as populações que praticam este tipo de exercício, vem mostrando uma alta incidência de lesões, principalmente articulares, nas regiões dos joelhos e dos tornozelos.

Neste sentido, diversos professores desta modalidade já realizaram cirurgias reparadoras e muitos ainda, tiveram que deixar de lecionar a modalidade. Vamos avaliar por que o Step, quando praticado como única modalidade de exercício, pode vir a ser lesivo.

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Por que o Step é lesivo?

Basicamente, o Step se torna lesivo por duas situações: impacto sequencial e posicionamentos não naturais de algumas articulações. Diversos movimentos do Step causam, por exemplo, rotações de joelho excessivas. Neste momento, os defensores da modalidade devem estar me difamando, afirmando que diversas outras modalidade também tem este tipo de estímulo. E vou dize, concordo com cada um deles! Mas vou continuar a minha explicação.

O Step tem um problema, que é bem parecido com o de quem pratica corrida de rua, o impacto sequencial e que muitas vezes é mal absorvido. Em diversos movimentos, o impacto dos movimentos é absorvido pelas pontas dos pés, ou pior ainda, em rotação de joelhos ou em eversão ou inversão.

Apesar de estes serem movimentos cinesiológicos naturais destas articulações, quando eles são somados a impactos, se tornam altamente lesivos. Além disso, muitas vezes não ocorre uma adaptação, já que as aulas são feitas em grandes turmas e o professor não consegue acompanhar de perto todas as pessoas. Com isso, muitas vezes, pessoas com padrões de movimentos errados, sem a devida técnica, ficam repetindo os erros constantemente. O cenário disso tudo é o mais tenebroso possível!

Com isso, pessoas despreparadas ficam repetindo constantemente erros e acabam se lesionando com o tempo. Acha que não? Imagine o seguinte, você começa a treinar musculação e faz todos os movimentos errados, sem levar em conta sua individualidade. Sabe o que vai acontecer? Isso mesmo, você vai se lesionar. Com o Step é a mesma coisa.

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A diferença, é que mesmo que o professor consiga corrigir alguns padrões de movimento, se você não tiver um bom trabalho de fortalecimento, em paralelo com as aulas de Step, não vai ter jeito, seu corpo não vai aguentar. Isso vale para outras modalidades também, mas o foco aqui é o Step.

Sem o devido fortalecimento, tanto Step, como a corrida, a Zumba ou qualquer outra aula mais “animada”, serão lesivas. Não tem jeito, somente com musculação (não necessariamente com pesos) é que seu corpo vai se adaptar e tornar-se mais resistente, para conseguir dar conta de todos os estímulos que este tipo de exercício proporciona.

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Além disso, algumas pessoas, como as que estão em estado de obesidade, que tem problemas articulares ou musculares, devem antes de qualquer coisa, fortalecerem seu corpo. Neste caso, modalidades como a musculação, o treinamento funcional e o Pilates podem ser excelente aliados.

Então fica a pergunta, não devo fazer Step? Creio que para o objetivo desta modalidade existam outras mais eficientes, mas caso você se identifique com ela, saiba que o fortalecimento é fundamental para que você não venha a se lesionar no futuro. Bons treinos!

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  1. Fiz step por anos, achava super divertido… até que comecei a falsear os passos e nos treinos eu sentia dores nos joelhos. A professora insistia para eu parar de preguiça e continuar…

    Até que senti dores absurdas, fui ao ortopedista, fiz exames e etc… Que me encaminhou para o fisioterapeuta.
    O diagnostico foi condromalácia, minha patela não é mais retinha, ela aponta uma para a outra. Depois de quase 8 anos de vai e volta da fisioterapia, comecei a fazer musculação leve. E até hoje se eu moscar na musculação ou ganhar alguns quilinhos, meu joelho reclama.

    Essas lesões são sérias, e são pra sempre… Ainda bem que não precisei fazer cirurgia.

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