fbpx
TREINO

Você conhece os sistemas energéticos na hipertrofia?

Whey Protein Growth Supplements

Para que se entenda como ocorre a hipertrofia, como já tratamos neste artigo (como ocorre a hipertrofia muscular) é muito importante entender como funciona o metabolismo energético, que é responsável por dar a base para nossa sobrevivência e para o treinamento.

A musculação atua basicamente com dois sistemas, mas sofre influência direta dos demais. Antes de entrarmos na questão dos 3 principais tipos de metabolismo energético, temos de saber que todos eles tem uma função básica, re-sintetizar o ATP.

O ATP é a molécula que nos dá energia para as variadas ações do nosso corpo. O ATP é o nome dado a adenosina tri-fosfato, que numa série de reações químicas é convertida em ADP, adenosina di-fostato, para então ser gerada a energia. Este processo porém ocorre de diversas formas, com basicamente três fontes energéticas diferentes.

Principais fontes energéticas

sistemas energeticos fontes na hipertrofiaBasicamente existem três fontes energéticas primordiais, que são o sistema ATP-CP, o oxidativo e o glicolítico. Cada um deles desempenha uma função específica dentro de nosso dia a dia, mas é no exercício que eles tem maior importância. Veja como funciona cada um destes sistemas energéticos:

1. Sistema ATP-CP: 

Este é o sistema que utiliza basicamente a creatina-fosfato como fonte para gerar ATP. Esta é uma fonte de energia extremamente rápida, porém limitada. Ela é usada em movimentos que durem no máximo 30 segundos.

Issopor que a creatina disponível em nosso organismo é limitada e permite apenas poucos segundos de explosão muscular. Movimentos como corridas rápidas, chutes, rebatidas e muito mais utilizam predominantemente este tipo de fonte energética.

Leia também:

Creatina – O que é, para que serve, efeitos e como tomar

2. Glicolítico: 

É o sistema mais utilizado na musculação, pois utiliza as reservas de glicose e glicogênio disponíveis para movimentos intensos e que durem no máximo dois minutos. Além disso, é o sistema energético que mais gera microlesões musculares, pela ação intensa e por ser o único que tem geração de ácido lático.

3. Oxidativo: 

É o sistema que mais utilizamos, também conhecido como aeróbico. Este sistema usa como fonte energética os carboidratos, as gorduras e em alguns casos os aminoácidos. É o sistema que utilizamos no dia a dia na grande maioria dos casos. Ele precisa do oxigênio para atuar e produz energia de maneira infinita.

Relação das fontes energéticas com a hipertrofia

Destes três sistemas apresentados, o foco para quem quer a hipertrofia é o glicolítico, já que ele é o mais eficiente para estes casos.

Isso explica muitos conceitos que já mostrei em diversos artigos anteriores, onde demonstrei o fato de que a intensidade elevada é fundamental para a hipertrofia, pois ela utiliza predominantemente este tipo de fonte energética. Além disso, com a ação do ácido lático, as microlesões são aumentadas. Não que seja ele o único responsável, mas este auxilia no processo.

Para que você utilize predominantemente este sistema é necessário que suas séries sejam muito curtas ou muito longas. Como já mencionei não gosto muito de usar números para as repetições, afinal músculo não sabe contar.

O TEXTO CONTINUA APÓS ESSA PUBLICIDADE!

Por isso se sua série estiver ficando muito curta, reduza um pouco a carga. Caso ela fique muito longa, aumente a intensidade. Uma série que dure entre 25 segundos e 45 segundos já estará utilizando predominantemente a via energética glicolítica. A queimação provocada pelo ácido lático na musculatura trabalhada também é um sinal de que você está usando esta fonte.

Porém na grande parte do tempo usamos um misto de todas as fontes energéticas, por isso é que no momento do treino seu foco deve ser no glicolítico.

A alimentação também exerce influencia sobre isso, pois se você não ingerir a quantidade necessária de carboidratos, não vai conseguir atuar diretamente dentro do sistema glicolítico.

Juntando tudo isso, creio que ficou mais fácil entender os conceitos da intensidade elevada e da importância de utilizar bem os carboidratos, de preferência complexos, para quem busca a hipertrofia. Bons treinos!

Clique para conhecer

Sandro Lenzi

CREF: 22643-G/SC Profissional de educação física apaixonado pelo desenvolvimento humano. Atuo como produtor de conteúdo, personal trainer e com consultoria online. Quer ter um treino personalizado? clique aqui.

5 Comentários

  1. Entra aquela velha historia , galera músculo não sabe contar, adianta fazer 10 , repetições e nao ultrapassar a barreira da dor pra chegar a hipertrofia, devia re-estudar isso creio eu !

  2. Boa a matéria, mas gostaria de corrigir um pequeno erro. Afirmo que o autor confundiu os sistemas energéticos, em todos os momentos houveram trocas entre o sistema glicolítico e oxidativo, sendo que o principal sistema responsável pela hipertrofia muscular é o glicolítico. A descrição está certa, basta apenas substituir os nomes.

    Abraço.

  3. Nesse caso, cada série de 10 repetições deverá durar entre 25 e 40 segundos. Se estiver com pouca carga vai conseguir fazer em menos de 25 segundos e deverá aumentar a carga. Se estiver muito longa, mais de 40 segundos é bom reduzir a carga para poder fazer um pouco mais rápido, para ficar dentro dos 25 a 40 segundos cada série de 10 repetições.

  4. Gostei muito desta matéria, porém tenho uma dúvida sobre o conceito de “série muito curta”. Tomando por exemplo um exercício qualquer onde são realizada 3 vezes 10 repetições. A duração da série seriam as 30 repetições ou as 10 repetições?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Fechar
Fechar