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Vitamina A – Funções, fontes, benefícios e deficiência

Saiba a importância da Vitamina A em nosso organismo. Em quais alimentos podemos encontrá-la e quais as dosagens recomendadas.

Todos nós aprendemos desde cedo que as vitaminas são importantíssimas para o nosso corpo. Tratam-se de nutrientes orgânicos que atuam de maneira direta no metabolismo celular. E de todas elas, a única que o corpo humano consegue produzir é a D. Então, há uma grande necessidade de sabermos bem o que vamos comer para que as outras vitaminas consigam serem supridas de fato.

Uma das vitaminas de suma importância é a A, que pode ser encontrada nas formas de retinol, retinal ou ácido retinoico. Também é possível consegui-la através do betacaroteno. A vitamina A possui múltiplas funções no nosso corpo, como a saúde da visão, dos ossos e cabelos, assim como o sistema imunológico, entre outras. Então, nada melhor do que vermos de perto quais os seus benefícios, como obtê-la através de alimentos ou suplementos, quais os problemas que a sua falta pode trazer e, por fim, qual a dose diária recomendada para cada pessoa.

As funções e os benefícios da vitamina A no nosso organismo

Vitamina A - Benefícios, fontes funções e carênciaO maior benefício da vitamina A está relacionado ao bom funcionamento de todos os tecidos do nosso corpo, sem contar a sua capacidade de agir como antioxidante, ajudando assim na eliminação dos radicais livres. Mas, para entendermos melhor, vamos dar uma olhada na função que ela cumpre na imunidade corporal, visão, pele e ossos.

Imunidade: principalmente quem pratica exercícios físicos com regularidade precisa manter o sistema imunológico igualmente em forma. Vários são os nutrientes e micronutrientes essenciais para que isso ocorra, estando a vitamina A entre os mais eficientes.

Visão: a fim de se ter uma ideia da importância da vitamina A para a visão, podemos pegar como exemplo a cegueira noturna, que costuma ser o primeiro sintoma a aparecer quando ocorre carência da vitamina. Isso se deve ao fato de que ela é fundamental para a saúde da retina. Alias, a vitamina A tem extrema importância na prevenção das famosas xeroftalmia e ceratoconjuntivite, chamada popularmente de “doença do olho seco”, quando a produção de lágrimas altera, podendo o corpo até mesmo deixar de produzi-las.

Pele e mucosas: inclusive por ser antioxidante, a vitamina A conserva a saúde e ajuda na longevidade das células da pele e da mucosa. E, levando em conta que a mucosa pode ser porta de entrada para muitas doenças infecciosas, a vitamina A ajuda a garantir a proteção desses lugares mais sensíveis. O poder de contribuir na melhoria da cicatrização é outro fator importante. A diferenciação dos tecidos também necessita desse nutriente para que possa acontecer corretamente.

Cabelos e unhas: A vitalidade dos cabelos possui relação direta com a vitamina A no organismo. Porém, neste caso, a melhor maneira de adquiri-la é pelos alimentos como a cenoura ou beterraba, por exemplo, e não por meio de suplementos em cápsulas, geralmente acrescentadas aos xampus. Isso porque o betacaroteno, contido em grande quantidades nesses alimentos, será transformado em vitamina A, não acarretará em excesso e agirá diretamente nos cabelos e nas unhas. Alguém que ingere betacaroteno abaixo do recomendável costuma ter queda de cabelo, assim como unhas que se quebram facilmente.

Saúde dos ossos e dentes: a vitamina A tem participação importantíssima na formação do colágeno. O colágeno, por sua vez, trata-se de uma proteína com uma função parecida com a de uma rede que segura os minerais, entre eles o fósforo e o cálcio, afinal de contas. Durante a fase de crescimento mesmo, a vitamina A é indispensável exatamente por isso. Depois, pessoas que necessitam de boa reposição e retenção de minerais, como, por exemplo, quem treina, não deve deixar de lado o colágeno.

Carência de vitamina A

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Como vimos, a vitamina A é fundamental para a boa saúde, desde a pele, passando pelos ossos e visão. Logo, podemos prever que a sua falta pode acarretar em muitos problemas ao ser humano, os quais podem ser bem leves ou até gravíssimos! Os piores problemas certamente são relacionados à visão. Aqui podemos citar a ceratoconjuntivite como exemplo, ou ulcerações, que podem piorar para necroses, nas córneas. Mas outras áreas também sofrem. Todos os tecidos do nosso corpo sofrem com a carência de vitamina A. Pele seca, unhas quebradiças, queda de cabelos, entre outros sintomas, geralmente são causados pela carência dessa vitamina.

E a falta da vitamina A não está totalmente ou somente ligada à má alimentação. É evidente que uma boa dieta é primordial, porém, existem outros fatores que devem ser levados a sério, como por exemplo, problema de má absorção pelo próprio corpo. Em outros casos, laxantes que utilizam óleo mineral costumam mandar embora também boa parte da vitamina A, já que ela se dissolve na gordura.

Cuidado com o excesso de vitamina A

A hipervitaminose da vitamina A não chega a ser algo comum, mas pode ocorrer, sim. O problema é ocasionado porque as células acabam cheias de fluídos e, por ter sais minerais em quantidades relativamente pequenas, acabam ocorrendo rupturas. Lembrando que isso é difícil de acontecer com pessoas que ingerem boas quantidades de vitamina E e minerais como o cálcio e o zinco.

Os sintomas são bem variados, mas podemos citar aqui os mais comuns como: diminuição do apetite, tontura, sonolência, regiões inchadas, visão turva ou dupla, dor nos ossos, dor de cabeça, rachaduras no canto da boca, coceira na pele, náuseas, palidez e, algumas vezes, vômitos. Casos mais graves podem até mesmo gerar lesões no fígado.

Quantidade recomendada

O consumo diário recomendado de vitamina A atualmente segue a tabela estabelecida pelo Instituto de Medicina Americano, medidos em microgramas (µg):

0 a 3 anos: 600 µg

4 a 8 anos: 900 µg

9 a 13 anos: 1700 µg

14 a 18 anos: 2800 µg

19 anos em diante: 3000 µg

Alimentos ricos em vitaminas A

Obter a vitamina A através de alimentos, principalmente os que oferecem o betacaroteno, pode ser a melhor maneira de evitar a iminência da hipervitaminose. E essa é uma lista bem ampla, ou seja, há diversas possibilidades de suprimir durante as refeições. Vejamos alguns dos principais alimentos:

Origem animal: fígado e rim são ricos bastante ricos. Porém, tem o leite e seus derivados, como creme, manteiga e queijo. Óleo de fígado de bacalhau e os ovos também podem ser incluídos nesta lista.

Origem vegetal: aqui podemos citar beterraba, batata doce, cenoura, couve, espinafre, etc. As frutas, no geral, são aquelas com coloração amarelo alaranjada, como o mamão e a manga, entre outras mais.

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Suplementos de vitamina A

Existem bons suplementos vitamínicos em cápsulas à venda no mercado, já que nem sempre conseguimos obter todos os nutrientes que precisamos somente nas refeições. Os que oferecem betacaroteno costumam ser mais caros um pouco do que os de vitamina A, algo em torno de 15 ou 20 reais a mais. Os dois concedem a mesma vitamina, mas por processos diferentes que pesam no final das contas. Por isso, vamos agora entender melhor quais são essas diferenças entre eles para que você possa saber qual escolher.

Betacaroteno: o suplemento de betacaroteno é a melhor escolha a se fazer para um abastecimento equilibrado de vitamina A via carotenoide. Isso porque, como já vimos brevemente acima, ele é precursor da vitamina A, ou seja, é convertido pelo organismo e se torna vitamina A. E esse é um ponto realmente relevante. Para se ter uma noção melhor, caso você consumir a vitamina A puramente, poderá exceder o necessário. Porém, com o betacaroteno, o corpo transformará a quantidade necessária e eliminará o excesso do carotenoide.

Vitamina A: se você pretende ingerir já um suplemento de vitamina A, terá boas opções como as cápsulas da Vital Natus. Em todo caso, respeite a dosagem de um comprimido durante a sua principal refeição para que a reposição de nutrientes seja a melhor possível. Por outro lado, é plausível que alguém tenha que tomar mais de um comprimido, mas aí, claro, somente se houver recomendação de um nutricionista.

Sobre Bruno Vargas

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