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Plataformas instáveis, qual a sua importância na musculação?

A utilização da maneira correta das plataformas instáveis na musculação pode trazer grandes benefícios.

Plataformas instáveis

A musculação é uma prática que envolve uma série de variáveis e é muito mais ampla do que muita gente imagina. Muito mais do que apenas deslocar pesos, o treinamento resistido é o principal componente de composição de uma funcionalidade mais adequada. Neste sentido, a correta utilização de seus equipamentos é fundamental! No caso das plataformas instáveis, elas na grande maioria das vezes, são usadas de maneira errônea, o que atrapalha o desenvolvimento das capacidades físicas.

No caso específico da musculação, há um erro conceitual bastante agudo na utilização das plataformas instáveis. Muitas vezes, elas são usadas para “complementar” determinado movimento. Entre tantos absurdos que vemos por aí, temos até pessoas que executam o supino reto sobre uma bola suíça, ou agachamento com barra em cima de um Bozu. Este é um erro de conceito grave, que pode comprometer não apenas os resultados do treino como também a funcionalidade.

Usar de maneira adequada as superfícies instáveis para a musculação é algo que é fundamental na estabilização dos movimentos, desenvolvimento da consciência corporal e melhora do equilíbrio. Porém, precisa ser feito da maneira certa!

Superfícies instáveis, por que utilizá-las?

Oriundas da fisioterapia, as superfícies instáveis têm um fundamento básico, elas atuam nos mecanismos proprioceptores. Estes mecanismos são responsáveis por informar ao sistema nervoso central, mais especificamente ao cerebelo e a medula espinhal, sobre a posição das articulações e o nível de tensão necessária para mantê-las estáveis. Neste sentido, é muito importante que estes mecanismos sejam desenvolvidos, a fim de que possam melhorar suas funções.

Porém, temos que ter a clareza que isso não significa usar plataformas instáveis para toda e qualquer finalidade. Elas precisam ser usadas com qualidade e da maneira correta! Para isso, o primeiro ponto a ser levado em conta é a questão dos objetivos. Se você vai usar plataformas instáveis, é para melhorar sua propriocepção. Se você pensa em usar plataformas instáveis durante movimentos de força, está cometendo um erro conceitual!

O treino precisa ser específico para determinada finalidade e se você envolver dois estímulos distintos, o corpo tende a priorizar um deles. Neste caso, o mais provável é que sua força máxima não seja trabalhada da maneira correta!

Por isso, se você busca melhorar seus mecanismos de propriocepção, o treino precisa ser específico para isso!

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Neste artigo (Músculos estabilizadores, por que você deve fortalecê-los?) já mostramos a importância dos músculos estabilizadores e de que maneira devemos trabalhá-los. Neste caso, muitos deles podem ser estimulados com a utilização de plataformas instáveis.

Mas para isso, precisamos de um treino coeso e aplicado dentro de um contexto correto. Veja como usar as plataformas instáveis de maneira correta!

Como usar as plataformas instáveis de maneira correta na musculação!

O primeiro ponto a ser destacado é que se você vai usar plataformas instáveis, tem que focar em melhora da propriocepção. Nesse caso, sua utilização demanda a pouca utilização de cargas externas. Por exemplo, os proprioceptores do tornozelo podem ser trabalhados em um Bozu, mas sem cargas externas. Incialmente tente parar em pé na plataforma, depois busque se equilibrar em um pé só, feche os olhos e por fim, realize o movimento de flexão plantar. Desta maneira, terá uma sequência pedagógica adequada.

O mesmo vale para os proprioceptores do joelho, que podem ser trabalhados nos movimentos citados acima ou com exercícios específicos. Movimentos de flexão e extensão do joelho usando plataformas como o Bozu ou a bola suíça, tendem a melhorar a propriocepção dos mesmos.

abdominal na fitball
Abdominal na bola suíça (ou fitball)

Mas sem sombra de dúvidas, é o Core o mais beneficiado com a utilização de plataformas instáveis. Movimentos como abdominal crunch, prancha, ponte e outros, quando realizado sob plataformas instáveis, tendem a trazer melhoras significativas para a estabilização do Core.

Leia também: Core – Exercícios e Treinos

É importante ressaltar que se você vai usar plataformas instáveis, não há a necessidade de grandes cargas externas. Propriocepção é uma coisa, força é outra. Não trabalhe ambas no mesmo exercício.

Você pode organizar sua estrutura de treinamento para ter um dia apenas de movimentos estabilizadores, usando as plataformas instáveis. É lógico que isso não se enquadra em qualquer situação, mas no geral existem boas melhoras ao fazer isso. Mas para isso, tenha orientação de um profissional capacitado. Bons treinos!

Sobre Sandro Lenzi

Educador físico apaixonado pelo desenvolvimento humano. Atuo como produtor de conteúdo, personal trainer e com consultoria online.
CREF: 22643-G/SC

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