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Influência da flexibilidade na hipertrofia

Quando falamos em hipertrofia, a grande maioria das pessoas e de treinadores acreditam que apenas o treinamento de força se faz necessário para que isso aconteça.

Até certo ponto nenhum deles está errado, pois a hipertrofia é mesmo oriunda do treinamento de força.

Porém uma outra qualidade física deixa de ser treinada e em muitos casos compromete a hipertrofia, sendo que os resultados muitas vezes ficam aquém do que poderiam ficar.

Estou falando da flexibilidade. É muito comum encontrarmos pessoas com um bom nível de hipertrofia, mas que são “encurtadas”.

Isso se dá por dois fatores: pela falta de treinamento de flexibilidade e pelo elevado volume muscular.

Não estou falando que uma pessoa com grau elevado de hipertrofia tenha que ter a flexibilidade de uma ginasta por exemplo, afinal isso seria impossível.

Estou falando da influência que a flexibilidade tem tanto no treinamento quanto no resultado da hipertrofia.

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Antes de mais nada, quero deixar claro que o treino de flexibilidade não é o alongamento antes da musculação, mas sim um treino em outro horário, com pelo menos 2 horas de diferença pro treino de força. Este assunto já foi tratado neste artigo (alongar antes da musculação ou não?).

A flexibilidade segundo Barbanti (2003)

a capacidade de um indivíduo realizar movimentos com a amplitude articular de movimento mais adequada, permitindo assim considerar a flexibilidade como uma qualidade física responsável pela prevenção de lesões e da inatividade das tarefas de vida diária, sendo sempre respeitadas as limitações fisiológicas e morfológicas de cada um”.

Flexibilidade e alongamento

Ai nesse momento você me questiona: “alongamento evita lesão? Mas a maioria dos professores dizem que não?”.

Pois bem, antes de mais nada temos de diferenciar flexibilidade de alongamento. Alongamento é a parte prática, o exercício em si e flexibilidade é a qualidade física.

Portanto, ser flexível fará com que você tenha uma harmonia corporal maior e assim seja mais simétrico e tenha menos padrões de movimento alterados.

Traduzindo isso tudo, você terá mais eficácia em seu treinamento, pois terá uma melhor amplitude de movimento e eficiência das alavancas.

Portanto, somente neste ponto, já fica claro o quanto termos a flexibilidade bem trabalhada é fundamental para a hipertrofia.

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Porém quando falo de flexibilidade bem desenvolvida, não estou falando de ser um contorcionista.

Nós temos certos padrões de flexibilidade articular, que quando ultrapassados podem vir a ocasionar lesões. É a velha regra que em excesso tudo faz mal. Uma pessoa que tenha uma hiperflexibilidade pode vir a ter problemas.

Não estamos falando de atletas, como ginastas por exemplo, que necessitam disto para sua prática e tem todo um treinamento voltado para que a flexibilidade seja positiva.

Estou falando que esta qualidade física, quando exagerada, pode induzir a hipermobilidade, o que consequentemente expõe as estruturas (cápsula articular, tendões, ligamentos e músculos) a uma suscetibilidade direcional, que aumenta o risco de lesões.

Ou seja, ninguém precisa ser altamente flexível, a menos que de fato precise ser.

Uma pessoa que seja portadora das síndromes de dominância (quando um lado do corpo é mais forte ou mais flexível que o outro, por exemplo) ou de síndromes de desbalanceamento muscular, precisa de um trabalho estruturado, feito a base de alongamentos compensatórios.

Por exemplo, como já apresentado neste artigo (Escoliose e musculação – O que evitar), uma pessoa com escoliose advinda de distúrbios neuro musculares, precisa de fortalecimento e de alongamento compensatório, para que possa voltar a ter simetria em sua postura.

Este é apenas um dos casos onde se faz necessário o uso da flexibilidade para que os padrões de movimento, não apenas da musculação, sejam readquiridos através do treino de força e de flexibilidade.

Desta forma, creio que fica bastante claro o quão importante é exercitar a flexibilidade de maneira adequada, tanto para o treinamento de força como para a funcionalidade do indivíduo.

Referências:
BARBANTI, J. V. Dicionário de educação física e esporte. São Paulo: Manole, 2003.

Sobre Sandro Lenzi

CREF: 22643-G/SC Profissional de educação física apaixonado pelo desenvolvimento humano. Atuo como produtor de conteúdo, personal trainer e com consultoria online. Quer ter um treino personalizado? clique aqui.

Um comentário

  1. LUIS GUILHERME ANDRADE PELISSON

    Muito bom tópico, quando faço o Stiff aí que eu realmente eu percebo como a falta de flexibilidade afeta no treinamento com pesos.

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