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Dopamina: Para que serve, suas funções, deficiências e como aumentar os níveis de forma natural

Um neurotransmissor responsável por várias sensações que sentimentos, a dopamina quando em baixa também pode causar falta de concentração e memória, irritabilidade, desmotivação e baixa libido.

dopamina

Às vezes o nosso humor muda de forma sem nem nos darmos conta. Às vezes bate aquela preguiça e empurramos o trabalho de hoje para amanhã. No dia seguinte você até tenta, se esforça, mas olhar para a parede é mais divertido do que fazer o que deve ser feito, a concentração vai embora e você, novamente, joga o serviço para o dia seguinte. Aconteceu algo ruim no seu dia e você se desespera e depois, num momento de tranquilidade, percebe que foi um momento de exagero. Se identificou com tudo isso? Você pode estar com deficiência de dopamina.

O que é dopamina

A dopamina é um tipo de neurotransmissor monoaminérgico (derivado de aminoácidos). Um neurotransmissor tem a função de levar para o cérebro certas sensações que sentimos. São substâncias que conseguem levar e trazer informações de outras células.

Ela é produzida, principalmente, em dois pontos específicos do cérebro: a substância negra (controla emoções importantes como a da recompensa e a do vício) e área tegmental ventral (onde há a concentração, em média, de 450.000 neurônios). Esse neurotransmissor é responsável por controlar a memória, o humor, a cognição, o aprendizado e também alguns dos nossos movimentos.

Deficiência de dopamina

Já sabendo a quantidade de sensações e emoções que a dopamina é responsável por controlar, pode-se imaginar que a queda das taxas dessa substância consegue trazer uma mudança no comportamento humano. Assim, a deficiência desse neurotransmissor pode trazer alguns problemas, mas tudo vai depender do grau de intensidade, podendo ser classificado como uma doença psiquiátrica ou não. Veja abaixo os principais sinais e sintomas de quem não consegue fabricar a quantidade suficiente de dopamina:

  • falta de concentração na maior parte do tempo;
  • procrastinar coisas importantes, fazendo tudo em cima da hora;
  • dificuldade para conseguir dormir;
  • a memória fica falha, esquecendo-se de coisas menores, como por exemplo, quando alguém acaba de te pedir para fazer algo e você esquece em questão de poucos minutos;
  • se sente desmotivado a todo momento;
  • não sente prazer em quase nada;
  • baixa na libido;
  • agir de forma mais agressiva ou ficar sempre na defensiva;
Como aumentar os níveis de dopamina naturalmente

Primeiro, você tem que saber se os seus níveis de dopamina estão realmente abaixo do normal. Se você se identificou com os sintomas descritos acima, vale a pena fazer um exame. Caso ele dê positivo, o médico é quem irá dizer quais são os riscos e em qual grau essa queda do neurotransmissor pode afetar a sua vida. É possível ajudar o nosso corpo a produzir mais dessa substância de forma natural, através da alimentação.

A dopamina é sintetizada a partir de um aminoácido conhecido como tirosina, que, por sua vez, é feito a partir da fenilalanina. Assim, uma dieta que seja rica em tirosina consegue garantir que o corpo tenha matéria-prima para produzir a dopamina.

Dentre os alimentos temos: banana, melancia, cacau, feijão, farinha de aveia, gergelim, cúrcuma, gérmen de trigo, café, favas, beterraba, chá verde, abacate, amêndoas, vegetais de folhas verdes e qualquer produto de origem animal.

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Vocês devem estar se perguntando porque não estão nessa pequena lista o chocolate e todas aquelas delícias que quando comemos sentimos um prazer enorme. Eles conseguem liberar dopamina sim, porém, em curto prazo. Se você perceber, a sensação de bem-estar que sentimos depois de comer o “açúcar” é temporário e assim, precisamos consumir mais para sentir aquela sensação novamente. Esse é o mecanismo usado por qualquer tipo de droga, incluindo álcool e cigarros.

Suplementos de dopamina

Além das fontes naturais, também é possível encontrar suplementos de dopamina. Porém, ele deve ser consumido com certa criteriosidade já que é mais concentrado e pode aumentar os níveis desse neurotransmissor acima dos níveis desejados, o que também pode trazer sérios prejuízos. Portanto, nunca tome qualquer tipo de suplemento sem a orientação de um profissional. Veja abaixo os principais suplementos encontrados no mercado:

Ginko biloba: é uma planta que há muito tempo está diretamente relacionada com o funcionamento do cérebro. Ela auxilia no mecanismo da memória, concentração, dores de cabeça, confusão mental e também sensações como ansiedade e depressão. Para oferecer todos esses benefícios a Ginko Biloba, em um dos seus mecanismos de ação, consegue elevar os níveis de dopamina.

Fosfatidilserina: esse fosfolipídeo faz parte da composição da membrana celular, inclusive na dos neurônios, células do sistema nervoso. Portanto, se a estrutura celular está intacta, a transmissão nervosa também passa a ser mais eficaz. Ela ajuda a melhorar funções cerebrais como a memória, a aprendizagem e a concentração. Todas essas funções estão deficientes, por exemplo, num cérebro de um portador de TDAH.

Mucuna: utilizada na fabricação da medicação L-DOPA, administrada em pacientes com a Doença de Parkinson. Essa planta tem origem indiana e é famosa por aumentar a deposição de proteínas nos músculos e também por ter efeitos afrodisíacos.

L-tirosina ou L-fenilalanina: são aminoácidos que participam da composição da dopamina. Assim, quanto mais deles estiverem disponíveis para uso, mais dopamina o corpo fabricará.

L-teanina: encontrada principalmente no chá verde, essa substância consegue aumentar não apenas os níveis de dopamina como também os da serotonina (controla a liberação de certos hormônios de também participa do ciclo circadiano) e GABA (regula o tônus muscular).

Curcumina: essa substância é derivada da cúrcuma e consegue elevar os níveis de dopamina tendo como resposta a melhora da memória e também a redução de pensamentos obsessivos.

Como aumentar a dopamina através dos exercícios

Já dizia a frase “Uma mente sã, um corpo são” ou vice-versa. O importante é que praticar exercícios não beneficia apenas o seu aspecto físico como também a sua mente. Não é por acaso que uma das orientações médicas para quem tem depressão, ansiedade e outros distúrbios psiquiátricos é a atividade física.

Ela consegue fazer o corpo funcionar melhor, ajuda na memória e na concentração, sendo assim, um remédio magnífico para quem tem deficiência de dopamina. Além disso, os níveis de noradrenalina e serotonina também ficam elevados aumentando a sensação de bem-estar.

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Ciência e Movimento realizou um estudo com 54 idosos saudáveis, com idade média de 66,85 anos. O objetivo era avaliar aspectos psicológicos como índices de depressão e ansiedade. Eles foram divididos em 3 grupos (sedentários, exercícios físicos e lazer) e todos passaram por dois escores: o Inventário de Beck (depressão) e Idade Traço e Estado (ansiedade).

O grupo dos exercícios físicos praticaram atividades durante 4 meses. Após isso todos os grupos foram reavaliados através dos escores. O resultado foi que os idosos que praticaram atividades físicas apresentaram índices satisfatórios tanto para depressão quanto para ansiedade, melhorando os números apresentados inicialmente.

Leia também: Melatonina: saiba tudo sobre o hormônio do sono

Dopamina e esquizofrenia

As doenças da mente ainda causam uma certa comoção, sentimento de piedade e, acima de tudo, preconceito dos demais que não sabem como elas realmente funcionam. Uma das doenças que mais assusta as pessoas é a esquizofrenia. É uma doença causa pela produção de forma desigual da dopamina no cérebro. Ela começa a se manifestar, com maior probabilidade, durante a adolescência.

Uma pessoa normal consegue sintetizar doses equivalentes de dopamina tanto no lobo frontal (responsável pelos pensamentos) quanto no temporal (responsável pela memória e percepção). O cérebro de um paciente esquizofrênico produz menos dopamina no lobo fronta e mais no temporal. Esse excesso é o grande responsável pelas alucinações e os delírios que acomete o paciente. Já a redução do neurotransmissor no lobo frontal provoca a lentidão no pensamento.

Dopamina e depressão

A depressão também é uma doença psiquiátrica e bastante comum. A pessoa perde a “alegria de viver” e tende a se isolar do mundo. Tanto a dopamina quanto a serotonina estão associados ao estado de sentimento do ser humano. Se um ou outro começa a falhar, certamente o humor será perturbado, passando por momentos de oscilações.

Leia também: Serotonina: O que é, sintomas da falta dessa substância e como estimular sua produção

É preciso ir ao psiquiatra para saber qual o seu diagnóstico e se a sua depressão é causada pela deficiência de serotonina ou de dopamina. Além da medicação, praticar exercícios físicos, sair da sua zona de conforto, começar novas atividades são coisas que você pode fazer para se ajudar com essa difícil doença.

Dopamina e a libido masculina e feminina

Para ter uma ereção, primeiramente, o homem precisa ter o desejo sexual, assim como a mulher. Este, por sua vez, está diretamente ligado à liberação de dopamina no cérebro. Tudo está relacionado com o mecanismo de recompensa que o nosso cérebro tem e é bastante poderoso.

Esse sistema é também o responsável por nossos comportamentos e portanto, consegue afetar diretamente na resposta da libido masculina e feminina. Existem alguns medicamentos que podem ajudar no tratamento mas só pode ser adquirido através de prescrição médica.

Concluindo
A dopamina é, sem sombra de dúvidas, um neurotransmissor extremamente necessário nas nossas vidas. Ela consegue alterar todo o nosso comportamento em qualquer lugar. Se você sente alguns sintomas que estão relacionados com a deficiência dessa substância, o melhor que você tem a fazer é procurar um psiquiatra e marcar uma consulta. Deixe o preconceito de lado. Pesquise por conta própria e desfaça esse bicho de sete cabeças porque ter doença psiquiátrica não é vergonha. O importante é viver bem e com saúde.

Bibliografia:
CHEIK, Nadia Carla; REIS, Ismair Teodoro; HEREDIA, Rímmel Amador Guzman; VENTURA, Maria de Lourdes; TUFIK, Sérgio; ANTUNES, Hanna Karen M. e DE MELLO, Marco Túlio. Efeitos do exercício físico e da atividade física na depressão e ansiedade em indivíduos idosos. Revista Brasileira de Ciência e Movimento. Brasília. v.11. n.3. p. 45 – 52.
BRESSAN, Rodrigo A; BIGLIANI, Valeria; PILOWSKY, Lyn S. Neuroimagem de receptores D2 de dopamina na esquizofrenia. Rev. Bras. Psiquiatr.,  São Paulo ,  v. 23, supl. 1, p. 46-49, May  2001 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462001000500014&lng=en&nrm=iso>. access on  01  Jan.  2016.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462001000500014.

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  1. Luiz Antonio Nardino

    Onde consigo comprar dopamina…é necessário receita?

  2. Hoje eu faço uso de dois produtos da Omnilife pra Depressão. Essa Empresa está a mais de 25 anos no mercado com uma tecnologia exclusiva e patenteada chamada miscelização. E ela já tem disponível no Brasil o Starbien e o Kenyan. Depois que comecei a fazer uso desses dois produtos 100% naturais eu obtive uma melhora extraordinária no meu estado de saúde. Praticamente não tenho mais Depressão e venci o problema com a bebida que vinha me tirando o sono e a paz.
    Caso vocês queiram conhecer a Empresa é só entrar em contato comigo.

  3. Preciso desse medicamento, dopamina, onde comprar?

  4. Olá, pesquisa na Internet sobre 5htp, L-theanina e cloreto de magnésio são ótimos pra depressão e insônia. Bjs

  5. qual exame faço pra saber se minha dopamina e serotonina estar baixa? Obrigada Deus os abençoe

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