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Diabetes – Suas causas, sintomas e tratamentos

Todas as informações sobre o diabetes mellitus. Uma doença silenciosa que segundo dados atuais, atinge 7,4% da população brasileira.

Quase todo mundo já ouviu falar ou conhece alguém que é diabético. Infelizmente, a incidência da diabetes está crescendo, consequência dos hábitos de vida da população mundial.

O cuidado com a alimentação e o modo de viver são importantes para evitar que essa doença apareça. Assim, conhecê-la é essencial para preveni-la.

O que é o Diabetes Mellitus

diabetes causas, sintomas e tratamentosA doença ocorre quando há um distúrbio do metabolismo, principalmente dos carboidratos, que leva ao aumento dos níveis séricos de glicose. O que acontece é que, por certo motivo, o organismo não consegue lidar bem com os açúcares e isso leva a diversas consequências para o corpo, com o desenvolvimento de complicações agudas muito graves ou crônicas multissistêmicas.

Nos diabéticos, há uma alteração no funcionamento do hormônio insulina – que é o responsável pelo metabolismo dos açúcares. Esse hormônio é produzido pelo pâncreas e é liberado na corrente sanguínea depois de toda vez que um alimento é ingerido.

A insulina retira a glicose do sangue, resultado da digestão dos alimentos, e leva para dentro das células. Lá, as células podem consumir a glicose para produzir energia ou, caso haja um “excesso” de glicose, a insulina armazena esse açúcar para ser usado como energia quando ela estiver faltando.

Na Diabetes Melittus (DM) a ação da insulina está prejudicada e por isso, há sempre uma grande concentração de glicose no sangue. O tipo de alteração define os dois tipos da doença: a DM tipo I e a tipo II.

Tipos de Diabetes Mellitus

A doença é caracterizada por um estado de hipoinsulinismo absoluto ou relativo.

Tipo I (hipoinsulinismo absoluto): é o tipo mais raro, e ocorre porque as Ilhotas de Langerhans do pâncreas, que produzem a insulina, estão destruídas por reações autoimunes ou por causa desconhecida.

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Pela destruição dessas células, não há nenhuma produção do hormônio. Como consequência, podemos dizer que as células estão constantemente “com fome”, mesmo após a alimentação.

É simples concluir essa afirmação. Já que a insulina é a responsável por fazer com que a glicose (fonte de energia, que “alimenta” a célula) entre nas células, e não há a produção do hormônio, então a glicose ficará constantemente impedida de fornecer a energia para ela, e assim, ela estará sempre faminta.

Essa ação tem suas consequências. Como a célula não está recebendo energia, ela vai tentar usar aquela armazenada no corpo para os estados de emergência: a gordura! Por isso, aliás, que os portadores da DM tipo I são inicialmente bem magros.

O consumo das gorduras (os lipídios) é chamado lipólise, e o problema é que, quando exagerada, ela leva à cetogênese, que causa a cetoacidose diabética. Ela é extremamente tóxica para o organismo e pode até levar a morte. Por isso, seu tratamento é extremamente importante.

Tipo II (hipoinsulinismo relativo): aqui, há a produção da insulina, mas com problemas.

Um deles é que as Ilhotas de Langerhans ficam extremamente sensíveis à glicose. Assim, quando percebem que ela está presente no sangue, secretam muito mais insulina do que o necessário.

O outro é que as células que querem receber a glicose para se “alimentarem” ficam resistentes à sua ação. Como há uma produção excessiva desse hormônio, elas entendem que há alguma coisa errada e começam a precisar de mais insulina para permitirem que a glicose entre nas células. Assim, cria-se um ciclo em que a produção de insulina cresce constantemente.

Nessa situação, a gliconeogênese está exacerbada mais do que a lipólise. Como a célula está com fome, essa reação produz a glicose a partir de outros compostos presentes no corpo.

Podemos concluir então que, como não há lipólise, os portadores da DM tipo II não precisam se preocupar com a consequência mais grave da diabetes já citada anteriormente, a cetoacidose diabética, porém, eles normalmente têm a chamada síndrome metabólica, que envolve aterosclerose, pressão alta, colesterol alto e outras doenças crônicas.

O que causa o Diabetes Mellitus

Nos dois tipos, há uma interação de fatores genéticos e ambientais. Ou seja, para desenvolver a doença o indivíduo terá que nascer com uma alteração genética, mas ela sozinha não desenvolve necessariamente a DM. Por isso, o hábito de vida e a alimentação são fatores ambientais tão importantes para o desenvolvimento da doença.

Na DM tipo II a predisposição genética é muito presente, porém, o fator de risco mais importante para definir se ela se desenvolverá ou não é a obesidade central. Ela, por si só, já aumenta a resistência periférica à insulina e gera sintomas da DM. Como a maioria dos pacientes que desenvolve a DM tipo II têm esse fator desencadeante, grande parte deles é obeso e sedentário.

Como saber se eu tenho Diabetes Mellitus?

diabetes mellitusAs pessoas com DM tipo I têm sinais clínicos clássicos e facilmente diagnosticáveis: aumento da quantidade de urina, muita sede, fome excessiva e são muito magros.

Já os que desenvolvem a DM tipo II não são facilmente diagnosticados, apesar de serem sempre obesos e sedentários. Isso é grave pois, como a doença não demonstra sintomas de que há algo errado, eles serão diagnosticados quando as complicações dela já forem avançadas, com o comprometimento de órgãos.

Um dos únicos sinais clínicos de que há algo errado é a chamada acantose nigricans, que é o aparecimento de manchas escuras que parecem veludo principalmente em áreas de dobras da pele, como pescoço e axilas. Esse sinal significa que há algum distúrbio metabólico que precisa ser investigado, e esse distúrbio pode ser a DM ou não.

Apesar da DM II ser dificilmente diagnosticada apenas por sintomas, os sinais de alarme para o desenvolvimento dessa doença podem ser detectados por um exame simples e rápido: o teste da glicemia. Nele, através de medidas de açúcar no sangue por uma picada no dedo, é possível ver se a glicose está aumentada ou não – característica principal da DM.

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Tratamento e consequências do Diabetes Mellitus

Na DM tipo I, como há a falta de insulina, o tratamento com reposição do hormônio geralmente é suficiente.

Como há obesidade e outras doenças relacionadas (aterosclerose, aumento de colesterol, etc) na DM tipo II, é preciso o uso de medicações e medidas também para esses transtornos caso ela seja diagnosticada tardiamente. A alteração de dieta, nos casos precoces, às vezes é o suficiente para regularizar os níveis de açúcar no sangue.

A alteração do metabolismo dos açúcares pode causar outros transtornos nos portadores, consequência da doença. Entre eles, o pé diabético com certeza é o mais conhecido e passível de prevenção.

Ele ocorre porque a alta taxa de açúcar no sangue causa uma alteração nos nervos e diminui a sensibilidade periférica, principalmente de mãos e pés. Então, o que acontece é que os pés podem ser machucados e, como o indivíduo tem dificuldade de sentir aquela região, não trata esse pé e a lesão cresce continuamente. Como há também alterações de cicatrização, o ferimento é muito difícil de ser tratado.

A neuropatia periférica que ocorre nessas pessoas pode ser mais grave e causar alterações de sensibilidade e movimentação em braços e pernas. Por isso, é importante regularizar a glicemia para que isso não ocorra.

A DM é uma doença grave que precisa ser diagnosticada e tratada precocemente para evitar danos maiores. Por isso, fazer o teste de glicemia, cuidar da alimentação e praticar exercícios físicos é essencial para evitar o aparecimento da doença.

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